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O último azul de Netuno em Peixes

26/04/2026 por Rê March & Roberto Yoshida

Ao traçar um quadro distópico sobre a velhice, O Último Azul, filme brasileiro que ganhou o Urso de Prata do Festival de Berlim em 2025, faz uma síntese da temática do longo trânsito de Netuno em Peixes, exatamente no momento em que se encerrava.
O último azul

O filme, ambientado na Amazônia, é dirigido pelo diretor pernambucano Gabriel Mascaro e estrelado por Denise Weinberg, Rodrigo Santoro e Miriam Socarras. *Alerta:* este artigo contém spoilers!

Sincronicidade: em um período de vivência de casa 12 por aqui resolvemos, despretensiosamente,  assistir ao filme O Último Azul. O filme é totalmente netuniano e do finzinho de Netuno em Peixes!

O filme se passa quase o tempo todo em um ambiente aquático: em comunidades ribeirinhas da Amazônia, com o transporte sendo feito praticamente todo em travessias por rios e com várias cenas em barcos.

A protagonista é uma mulher idosa que perde o emprego devido à idade e está prestes a ser mandada para um colônia mandatória para pessoas acima de 75 anos. Os idosos são levados em bandos, sem nenhum respeito às suas individualidades e peculiaridades, muito menos à sua vontade, como peixes sendo conduzidos em cardumes. Vemos neste tema do filme uma relegação da população “velha e não produtiva” à margem da sociedade, que relacionamos aos significados da casa 12.

Há referências diretas a peixes: a protagonista compra peixes em um mercado e ganha dinheiro em uma rinha de peixes de briga, que acontece no “estabelecimento” chamado Peixe Dourado.

O filme também aborda outro significado relacionado a Netuno e Peixes, as substâncias alucinógenas e tratamentos alternativos. Os personagens do filme utilizam a secreção azul de um caracol para obter o efeito alucinógeno e o acesso a um plano transcedental de visão do futuro. Um dos personagens também utiliza o rapé, que é uma substância inalável e que concede ao usuário o acesso às verdades escondidas por trás do véu das ilusões cotidianas.

A estreia (mundial) aconteceu no Festival de Berlim em 16 de fevereiro de 2025.

Como não pudemos identificar o horário de exibição do filme, vamos fazer as análises do mapa sem levar em consideração as casas astrológicas, apenas os planetas e seus posicionamentos.

O mapa de lançamento

Mapa de estreia - O Último Azul

Estreia Mundial – 16.02.2025, 12h +01:00 (horário especulativo) – Berlim, Alemanha.

No mapa do lançamento no festival de Berlim temos o Sol em Aquário conjunto a Mercúrio em Peixes e em quadratura a Urano, abordando assim a questão de um programa social com intenção não-social, visto que se trata antes de tudo de um programa higienista de segregação dos idosos. O Sol, conjunto a Mercúrio em Peixes, e Netuno, também neste signo, reiteram as características já abordadas, que falam das águas, das viagens pelo rios, das substâncias químicas que alteram estados de consciência dos excluídos.

Neste mapa os homens estão em papéis secundários — e isso está facilmente perceptível no filme. O barqueiro que inicialmente leva a personagem principal é representado por Netuno; o dono do avião que a extorque para consertá-lo e, ao invés disso, rompendo o combinado, vai beber e jogar seria Urano; e o dono do cassino do Peixe Dourado é Plutão, o poderoso clandestino que permite  apostar grandes quantias e onde se pode ficar rico ou perder tudo.

Fora a representação pelos transpessoais, os planetas masculinos estão em debilidade. Marte está em Câncer (seu signo de Queda), o Sol está em Aquário (seu signo de Exílio) e Saturno está desconfortável em Peixes, signo no qual não se “encaixa” direito pela própria natureza do signo, fluido demais para o duro planeta. Os homens, nesta interpretação dos planetas masculinos, estão com características aquáticas (Sol conjunto a Mercúrio em Peixes, Marte em Câncer e Saturno em Peixes), sendo mostrados no filme apenas como meios para conduzir a personagem e estruturar o caminho que ela segue.

A personagem principal está representada pela Lua em Libra. É uma senhora de postura fina, apesar da pobreza, da dureza da vida e da idade. De fala mansa, viveu em virtude de cuidar de sua filha, e consegue argumentar e negociar com todos os homens para que a ajudem a atingir seus objetivos.

A Lua também faz uma oposição a Vênus em Áries, que podemos identificar como sendo sua filha ainda ativa e produtiva — e que se contrapõe à mãe. Para esta filha é muito mais conveniente que sua mãe seja enviada à colônia dos velhos, sem causar problemas, já que precisa trabalhar e criar o próprio filho.

Outro aspecto da Lua é o trígono com Júpiter em Gêmeos, mostrando vários momentos de sorte e de ser beneficiada de alguma maneira. Ela escapa com a sagacidade geminiana de uma denúncia após comprar um açaí, recebe ajuda de uma idosa que vive em um meio de transporte e que se torna sua companheira de viagem.

No final do filme ela ainda ganha dinheiro com uma aposta em uma rinha de peixes. Este dinheiro, inclusive, é o que compra sua liberdade, o tema principal do filme, conforme indicado pelo Sol em Aquário em quadratura com Urano, graças a esta sorte jupiteriana.

O Último Azul expressa bem as características de Netuno em Peixes, encerrando a passagem do planeta pelo signo.

A escolha despretensiosa do filme trouxe a surpresa de retratar um dos temas de casa 12, já que estamos (os autores) vivenciando um outro tema desta casa.

Ao decidirmos pelo filme não fazíamos a menor ideia de que passaríamos as próximas 24h falando sobre as características de Netuno em Peixes e transformando esse momento no nosso primeiro artigo conjunto.

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Arquivado em: Cinema e TV Marcados com as tags: Amazônia, Brasil, Netuno, Plutão

Sobre Rê March & Roberto Yoshida

Rê March é psicóloga e astróloga, associada à CNA e ao Sinarj, atuando no Rio de Janeiro e Niterói. Roberto Yoshida é engenheiro em Americana, SP, e astrólogo desde 2014, com participação como palestrante em diversos congressos. Visite os perfis pessoais para conhecer outros artigos de cada um em Constelar.

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