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Padre Anchieta, o alicerce da megalópole

25/01/2026 por Fernando Fernandse

Como você imagina o Padre Anchieta, fundador de São Paulo? Errou quem imaginou um homem místico e contemplativo. Apesar de fisicamente frágil, Anchieta era um homem de ação. Mais do que isso, era um ariano vocacionado para atos de pioneirismo.
Padre Anchieta

Representação idealizada do Padre Anchieta pelo pintor Benedito Calixto, em 1902. Na verdade, Anchieta era muito mais frágil e corcunda.

O Padre José de Anchieta nasceu a 19 de março de 1534, em São Cristóvão da Laguna, principal cidade da ilha Tenerife e capital das Canárias. As ilhas pertenciam à Espanha. Contudo, como Anchieta tinha ascendência judaica (o avô materno era um “cristão novo”, ou judeu convertido), é provável que seus pais tenham achado mais seguro mandá-lo estudar em Portugal, onde havia mais tolerância religiosa.

O fato é que Anchieta matriculou-se na Universidade de Coimbra e, em 1551, sentindo o chamado da vida religiosa, entrou para a Companhia de Jesus. Apesar de seriamente doente — sofria, provavelmente, de tuberculose óssea — embarcou para o Brasil na mesma expedição que trouxe o segundo governador-geral, Duarte da Costa. De Salvador foi para a capitania de São Vicente, onde chegou na véspera de Natal para reunir-se ao grupo de jesuítas liderado pelo Padre Manoel da Nóbrega.

Exatamente um mês depois, em 25 de janeiro de 1554, o frágil padre das ilhas Canárias era corresponsável pela fundação de um colégio jesuítico no planalto além da muralha da Serra do Mar, entre o rio Tamanduateí e o riacho Anhangabaú. Este colégio deu origem à terceira maior cidade do mundo, e Anchieta foi o responsável por sua “certidão de nascimento” — as cartas que relataram todas as peripécias da viagem e da instalação do núcleo. E tinha apenas dezenove anos!

Um andarilho com Sol-Netuno e Lua em Gêmeos

A missão de Anchieta era a catequese dos colonos e especialmente dos indígenas. Mesmo sendo pressionado a ensinar latim aos nativos, Anchieta achava mais sensato aprender a língua deles e adaptar o evangelho para os dialetos locais. Para realizar com mais perfeição a tarefa, elaborou a primeira gramática da língua tupi e escreveu diversas peças teatrais bilíngues — em tupi e em português — de forma a ser compreendido tanto pelos silvícolas quanto pelos colonos.

Tornou-se, em consequência, o primeiro linguista, o primeiro dramaturgo e o primeiro pedagogo da Terra de Santa Cruz. Como se não bastasse, foi ainda poeta, enfermeiro, carpinteiro, horticultor, um faz-tudo, enfim, além de promover curas que seus contemporâneos davam como miraculosas. Provavelmente seria possível definir Anchieta como um paranormal — um médium de cura, em linguagem moderna.

Viajante incansável, após fundar São Paulo Anchieta foi testemunha ocular da fundação do Rio de Janeiro e viajou todo o litoral entre São Vicente e o norte do Espírito Santo, sempre numa vida de total dedicação às atividades catequéticas. Morreu em Reritiba, no Espírito Santo, em 9 de junho de 1597. Ali existe hoje o balneário capixaba de Anchieta.

Primeira missa - Fundação de São Paulo, 1554.

O Padre Nóbrega reza a missa de fundação da cidade de São Paulo, em 25.1.1554. Em segundo plano Anchieta dá a pensão a algumas crianças indígenas. Este local ainda existe: é o Pátio do Colégio, marco zero de São Paulo, no centro da cidade. A pintura é de Oscar Pereira da Silva, 1909.

Observando o mapa do “Apóstolo do Brasil”, vemos Sol e Netuno conjuntos no início de Áries e em quadratura com Marte em Câncer. Esta configuração, diga-se de passagem, é a que melhor explica o que sabemos sobre este homem, somada ao fato de que sua Lua está em Gêmeos.

Naturalmente, não se sabe a que horas nasceu. Para traçar uma carta especulativa de Anchieta, nada melhor que compará-la com a do Descobrimento, já que foi no Brasil que sua vocação religiosa encontrou a plena realização.

Tomamos como ponto de partida algumas hipóteses:

  • deve haver algum forte ponto de contato entre os ângulos ou planetas pessoais de Anchieta e o Ascendente do Brasil, ou seu regentes;
  • da mesma forma, e dado que Anchieta avulta como uma das figuras mais significativas da educação básica e da catequese no Brasil colonial, é de esperar que fatores da carta do padre ativem o eixo 3-9 do mapa do Descobrimento;
  • outrossim, é preciso que o próprio mapa de Anchieta revele sua vocação de padre-educador, de poeta e dramaturgo e de viajante de longas distâncias;
  • é necessário também que a carta do Apóstolo do Brasil revele seus crônicos problemas de saúde (era corcunda e, provavelmente, vítima de tuberculose óssea);
  • pode-se pensar, finalmente, em alguma conexão entre a carta de Anchieta e das duas maiores cidades brasileiras, Rio e São Paulo, tendo em vista sua presença na fundação de ambas.

Uma hipótese alternativa é que a carta de Anchieta esteja em conexão com a da Primeira Missa, que marca o primeiro ato oficial da Igreja Católica no país. Contudo, Anchieta não é apenas uma figura exponencial da história da Igreja, mas do país como um todo, por sua importância na formulação de um modelo de abordagem da cultura nativa que permaneceu como um paradigma durante todo o período colonial.

Neste sentido, o horário que nos parece mais adequado é aquele por volta de 23h30, hora local de Tenerife, já que o mapa daí resultante atende a todos os requisitos que estabelecemos para a investigação.

Padre Anchieta carta natal

Padre José de Anchieta, carta especulativa — 19.3.1534, 23h30 LMT (horário especulativo) — São Cristóvão da Laguna, Tenerife — Espanha — 016w14, 28n27.

Nesta carta especulativa, o Ascendente está em Sagitário, signo dos viajantes, andarilhos e sacerdotes. Júpiter, regente do Ascendente, aparece na casa 2 em Capricórnio, signo que rege os ossos. Seu dispositor, Saturno, está em exílio (uma posição de fragilidade) em conjunção com Urano.

Parece, no conjunto, um mapa compatível com a aparência física do padre, cuja acentuada corcunda obrigava-o a andar curvado (Saturno rege a estrutura óssea), se bem que tal deformidade não o tenha impedido de percorrer incansavelmente o litoral do Brasil e as escarpas da Serra do Mar. Esta característica está evidenciada por Júpiter, regente do Ascendente, em Capricórnio e em conjunção com Plutão — uma grande energia, apesar da fragilidade, e também um aspecto significador da autoridade moral com que Anchieta se impôs a nativos e colonos.

A sinastria de Anchieta com o mapa do Brasil Colonial e com São Paulo

Com a Lua em Gêmeos, na casa 6, e com Vênus domiciliada em Touro na mesma casa, ambas com aspectos fluentes, revela-se o educador criativo nas áreas de teatro e línguas. Vênus seria regente da casa 5, e cabe explicar que esta, mais do que a 3, refere-se à educação elementar, aquela que é dada para crianças tratadas como “filhos”, como no caso das pré-escolas. E era exatamente assim que Anchieta tratava os nativos.

Não é preciso dizer que Vênus regendo a 5 tem tudo a ver com arte, que a 5 é a casa do teatro e dos espetáculos em geral e que a Lua em Gêmeos mostra que Anchieta era um tradutor por definição. Urano regendo a casa 3 e Mercúrio em Peixes presente na casa 3 (o tradutor, o linguista, o poeta, o que utiliza a palavra com sensibilidade) também contribui para dar mais consistência a este mapa especulativo.

Se combinarmos o mapa de Anchieta com o do Descobrimento do Brasil, as evidências falam por si:

  • Os dois Martes estão em conjunção;
  • Júpiter do Brasil e Mercúrio de Anchieta estão em conjunção;
  • Saturno de Anchieta está no Meio do Céu do Brasil;
  • Vênus de Anchieta está no eixo da oposição Saturno-Plutão do mapa do Brasil.
Acnhieta x carta do Brasil Colonial

Carta interna: Descobrimento do Brasil — 22.4.1500, 16h53 (horário retificado) LMT — 039w00, 16s41. Círculo externo: planetas da carta de José Anchieta. Observar a grande quantidade de conjunções e oposições.

Onde aparece, no mapa do chamado Apóstolo do Brasil, a vocação para ser o fundador de comunidades destinadas a crescer tanto e abrigar tantos milhões de indivíduos? Netuno e Sol no Fundo do Céu podem ser a resposta. A casa 4 é a das bases, da raiz, das fundações. Revela uma sensibilidade especial para definir onde e como firmar os alicerces. E Anchieta era um pioneiro (Áries) inspirado (Netuno) na criação de assentamentos humanos (casa 4).

Na carta especulativa que utilizamos para São Paulo, calculada para às 10h28 LMT do dia da fundação, o Saturno de Anchieta cairia no Fundo do Céu da cidade, em oposição a Vênus.

Os jesuítas tinham em nossa terra um projeto eminentemente político. Em seu afã de aumentar o rebanho de Cristo, contribuíram fortemente para desestruturar e descaracterizar a vida das comunidades indígenas. Indiretamente (e às vezes diretamente) foram agentes da destruição das culturas nativas.

Muitos jesuítas que vieram ao Brasil eram despreparados, ambiciosos ou incapazes de respeitar as peculiaridades do indígena. Aquele núcleo inicial, contudo, tinha alguns seres humanos excepcionais, com destaque para os padres Manoel da Nóbrega e Anchieta. Estes dois transcenderam o projeto da Companhia de Jesus e deixaram uma marca pessoal na história do país. Anchieta, em especial, parece ter sido a grande figura do primeiro século da colonização. E foi esse homem frágil, mas incansável, poeta e administrador, capaz de conciliar doçura e energia, que fundou, numa manhã de janeiro, a maior cidade do hemisfério sul.

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Sobre Fernando Fernandse

Jornalista, astrólogo, educador e profissional de RH. Editor de Constelar e diretor da Escola Astroletiva, pioneira na formação a distância em Astrologia. Foi Diretor Técnico do SINARJ - Sindicato dos Astrólogos do Estado do Rio de Janeiro. Nascido Fernando Fernandes, trocou as letras da última sílaba para não ser mais confundido com seus 87 homônimos. Veja a relação completa de artigos ou entre em contato com Fernando Fernandse.

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