Conspiração latina no simpósio do Sinarj
De Redação em Jun 19, 2009 | EmArquivo (já ocorridos) | Comentar »
A colunista Anna Ramalho, do Jornal do Brasil, deu uma interessante versão para a presença de palestrantes argentinos e peruanos no próximo Simpósio do Sinarj, que se realiza nos dias 27 e 28 de junho no Rio de Janeiro. Eis a nota, publicada no caderno Cidade, na edição de 18 de junho:

Dois aspectos astrais muito tensos indicam que o Brasil estará em profunda crise a partir de setembro deste ano e avançando pelo próximo. O consolo é que não estaremos sozinhos: boa parte do planeta também será atingida.
Vai daí, quatro astrólogos argentinos e peruanos foram convidados pelo Sindicato dos Astrólogos do Estado do RJ para dar palestras no 3º Simpósio Internacional de Astrologia, dias 27 e 28, no CBC de Botafogo.
Ocorre que esta não é toda a verdade, pois, dos convidados internacionais, apenas Adolfo Gerez falará diretamente sobre a crise mundial. E os outros, o que os traz ao Rio?
[Texto completo:]

Vale lembrar que para os argentinos não é a primeira vez: Silvia Ceres é bem conhecida do público carioca, e Jerry Brignone, diretor do tradicional Centro Astrológico de Buenos Aires, já foi palestrante de um evento brasileiro ainda nos tempos do governo Collor. O fato novo é a progressiva criação de um "circuito astrológico latino", com participação regular de convidados internacionais nos mais importantes eventos realizados no Brasil, Argentina e - mais recentemente - Peru. O resultado prático do intercâmbio vem sendo a oxigenação da pesquisa astrológica em cada país, estimulada por novas idéias e novas formas de pensar a abordagem do mapa.
A presença de palestrantes estrangeiros é um atrativo a mais do Simpósio do Sinarj, na medida em que proporciona uma oportunidade rara de tomar contato com outros estilos: de um lado os argentinos, com sua abordagem estruturada e sua síntese do racionalismo francês com as modernas correntes psicológicas; do outro, os peruanos, herdeiros de uma rica tradição mística onde é possível perceber o substrato da cosmovisão autóctone.
Valorizar a Astrologia da América Latina é criar as bases de um mercado de trabalho ampliado e de um espaço continental de circulação de idéias. É também um ato político, na medida em que implica reagir contra a mesmice do fast-food norte-americano, que continua a inundar o mercado editorial brasileiro com uma Astrologia culturalmente dessintonizada com nossas necessidades.
Nesse sentido, estar presente no Simpósio do Sinarj pode ser uma forma atualizada e charmosa de resgatar o velho slogan dos anos 60: "Yankee, go home!"
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