O Brasil em Pequim
De Dimitri em Ago 4, 2008 | EmRelações Internacionais, Brasil | 1 Feedback »

A cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos será no dia 08.08.2008, às 20:08h, em Pequim. Contudo, as primeiras competições terão início dois dias antes. Para análises sobre os Jogos como um evento que extrapola o próprio esporte, a Abertura é a grande referência.
Assim, quanto a uma abordagem essencialmente esportiva, mais vale o dia 06.08.2008, 17h, em Tinjian, Shenyang e Quinhuangdao quando têm início as competições de futebol feminino. Nestas cidades, respectivamente, a Argentina jogará contra o Canadá, o Brasil contra Alemanha e o Japão contra a Nova Zelândia. Ao avaliar a equipe olímpica do Brasil, faremos uso do mapa para a cidade de Shenyang. Felizmente o país está entre os quatro países que inauguram as competições, tornando o nosso trabalho mais fácil.
[Texto completo:]

Logo acima vemos o trígono entre Júpiter e Saturno sobre o Sol do Brasil. O Ascendente é Capricórnio em conjunção com Júpiter e também está em trígono com o Sol do país. Vênus e Marte encontram-se em Virgem. O trígono Júpiter-Saturno promete um bom desempenho.
Num retrospecto, as limitações do Brasil, que pelas suas dimensões deveria ocupar lugar melhor no quadro histórico de medalhas, se tornam mais “conscientes” com a conjunção de Saturno. O país está em 39º lugar no quadro de medalhas com um total de 76, sendo 17 de ouro. Os trígonos do Ascendente e de Júpiter em Capricórnio para Saturno e o Sol do Brasil permitem a busca da superação diante de um desempenho aquém de nossas dimensões.
Saturno

De um ponto de vista mais específico, a conjunção de Saturno ao Sol indica uma série de percalços e exigências envolvendo a delegação brasileira: no futebol, o veto de clubes europeus a jogadores como Kaká e Robinho, sendo que Diego e Rafinha tiveram de abandonar os seus. No caso de Ronaldinho Gaúcho, temos um fora-de-série chegando a beira do ocaso e tentando reencontrar seu jogo e liderar a seleção brasileira na busca do ouro inédito. Uma tarefa cascuda. A lacuna da medalha de ouro para o futebol pentacampeão do mundo, por si só, representa mais um desafio de Saturno sobre o Sol.

O futebol feminino vive situação parecida, tendo a melhor jogadora do mundo, Marta, mas também tentando provar poder subir no lugar mais alto do pódio depois de ser vice-campeã olímpica e mundial. Responsável [nada mais capricorniano, aliás] pela nossa estréia, enfrenta a Alemanha [que venceu o Brasil no Mundial, adversário difícil]. O Brasil começa a competir como se estivesse numa final olímpica que pretende disputar.
O caso de Jade Barbosa, da ginástica artística, é outro que pode ser associado a Saturno-Sol, mas por outra natureza. Sendo uma das favoritas ao ouro na prova de solo, demonstra grande instabilidade emocional até mesmo nos treinos. Ao desembarcar em Pequim, a ginasta teve dificuldades com o assédio de todos. Por outro lado, a evolução da ginástica artística -esporte no qual o Brasil nunca teve tradição- deve ser entendida no contexto do trígono entre Júpiter e o Sol do país.

Poderíamos seguir citando uma série de episódios envolvendo o trânsito de Saturno sobre o Sol, como o banimento por doping da nadadora Rebeca Gusmão e a desistência na última hora da jogadora de vôlei de praia Juliana, depois de grave lesão da qual parecia curada. Temos ainda a inesperada derrota do vôlei masculino em casa, na Liga Mundial, colocando em dúvida nossa supremacia nesse esporte, onde éramos tidos como totais favoritos ao ouro. Ou simplesmente o basquete masculino, há 12 anos sem participar das Olimpíadas, ficando mais uma vez de fora. O presidente Lula, citando a perda do pênalti de Thiago Neves (que inclusive estará nos Jogos) na final da Taça Libertadores, pediu aos atletas que “não amarelassem”.
Ascendente e Júpiter em Capricórnio
Contudo, o trígono exato de Júpiter para o Sol indica que evoluímos bastante. Ademais, o orbe do aspecto saturnino não é tão intenso e seu estado no mapa olímpico é favorável. Júpiter, no caso, permite a superação de nossas limitações.
O Brasil levará a Pequim a maior delegação da história da participação brasileira em Jogos Olímpicos: 469 integrantes, sendo 277 atletas (132 mulheres e 145 homens), em 32 modalidades. “Esta delegação teve a melhor preparação da história das participações brasileiras e, por isso, antes mesmo dos Jogos começarem, já chegamos aqui batendo vários recordes”, disse o chefe da missão brasileira, Marcus Vinícius Freire.
O Ascendente Capricórnio aplica trígono ao Sol do Brasil e também a Saturno dos Jogos, havendo ainda a conjunção para Urano-Netuno em Capricórnio. Ora, como o instante do “tiro de largada” ricocheteia poderosamente em pontos muito significativos da carta brasileira [sendo que Urano é co-regente do nosso Ascendente, Aquário], encontramos mais aspectos positivos quanto as nossas condições.
Em primeiro lugar, uma associação simples: o Ascendente e Júpiter dialogam diretamente com o Sol do país, e fazemos parte do grupo de 4 países que darão a partida. Importante ou não, todas as câmeras estarão voltadas para a apresentação brasileira, à exceção das que estiverem sintonizadas com Argentina X Canadá ou Japão X Nova Zelândia. Estrearemos numa modalidade na qual somos um dos favoritos, o futebol feminino, cuja equipe está mais forte e amadurecida depois de ganhar o Pan do Rio.

Talvez a ginástica artística (antiga “olímpica”) seja o esporte onde o Brasil mais evoluiu nos últimos anos [trígono de Júpiter]. Ao contrário de Atenas, quando Daiane dos Santos representava nossa única chance de medalha, agora chegamos com uma equipe feminina bem mais competitiva, tendo ainda Diego Hypólito favorito no solo. Outro, alías, que teve uma séria contusão e adoeceu com dengue durante a sua preparação.

Olhemos para o mapa das competições olímpicas em 2008. Júpiter está muito próximo ao Ascendente, dando grandiosidade e emoção, sugerindo a quebra de muitos recordes. Tudo indica a competitividade ser extremada, pois Júpiter em Capricórnio implica muitas vezes numa gana de querer vencer de qualquer maneira. Então, é provável que o espírito não esteja muito sintonizado na moral do Barão de Coubertin, que dizia ser “o importante competir, e não vencer”. O técnico Dunga -que corre o risco de deixar a seleção principal caso fracasse em Pequim- chegou a afirmar que a medalha de prata é o mesmo que nada. Entre as potências esportivas, vê-se um embate decisivo entre a China e os EUA.
Saturno, regente do mapa, recebe trígonos de Júpiter-Ascendente, mostrando o quanto o trígono entre Júpiter em Capricórnio e Saturno em Virgem tem a “cara” das disputas. E, nesse caso, o Brasil chega com força.
Elemento Terra
A ênfase no elemento Terra indica, entre outros fatores, o peso do fator financeiro. O chefe de nossa delegação aponta, em relação ao investimento realizado, que “tivemos quatro anos, um ciclo olímpico completo, da Lei Agnelo/Piva e ainda pegamos seis meses da Lei de Incentivo ao Esporte. Em edições passadas, o dinheiro acabava nesta reta final e tínhamos que jogar um dado para ver quem poderia fazer o quê. Agora, isso não aconteceu e o país está bem mais preparado”. Para ele, nossa equipe de judô está muito bem, assim como a ginástica artística, o vôlei e a vela. A natação vem em seguida e, depois, o atletismo.

No mapa do Brasil, Urano-Netuno em Capricórnio, uma coordenada de grande importância, tem próxima de si o Ascendente e Plutão das competições. Este é um aspecto promissor quanto às possibilidades do país diversificar os esportes nos quais é favorito, além de conferir certa visibilidade internacional. Vênus e Saturno em Virgem encontram-se em sintonia com este setor, sendo que não devemos desprezar as qualidades benfazejas de Vênus. Este ano nossa delegação tem praticamente um equilíbrio entre competidores e competidoras, sendo que há 20 anos atrás, em Seul, os homens ainda representavam cerca de 75% dos atletas.
Saturno, regente do “mapa esportivo” e co-regente do Ascendente brasileiro em Aquário, deve ser pensado como um planeta muito importante, e seu estado é bastante favorável. Por outro lado, a conjunção com o Sol deixa claro que a maturidade, a autoconfiança e a frieza de nossos atletas serão cruciais.

O outro regente do mapa brasileiro, Urano, está em trígono com o MC. Se considerarmos o asteróide Ceres, presente no Ascendente do Brasil, vê-se um Grande Trígono. Mais aspectos que colocam o país em evidência e prometem vitórias. Até porque, Ceres tem íntima relação com o elemento Terra e, especialmente, com o signo de Virgem.
Há, contudo, uma Quadratura T entre Marte, Urano e Plutão, já analisada aqui no blog. Ela sugere problemas consideráveis aos Jogos Olímpicos de Pequim, ainda que a ênfase em Terra passe a idéia de controle. Assim, teremos chance de assistir eventuais demonstrações de violência, descontrole, acidentes e falta de fair play. Certamente esta Quadratura T deixará sua marca nos Jogos. A competição entre EUA e China (dentro e fora do campo) poderá ser um verdadeiro pesadelo.
Eclipses
Uma conjunção entre o Sol e o Nodo Sul está presente tanto no início das competições como na abertura. Haverá um eclipse total do Sol antes dos Jogos (01.08, visível em regiões da China) e outro parcial da Lua (16.08, idem). E, de fato, as Olimpíadas podem representar um divisor de águas no quadro de medalhas, com a China ansiosa por ultrapassar os EUA. Espera-se algum tipo de ineditismo.

No início das competições o Sol e o Nodo Sul estão sobre Vênus-Nodo Sul do Brasil. A Lua, em Libra, aplica sextilhas. Nossas meninas estarão em evidência. Não à toa, a jogadora Marta foi a única lembrada na lista de 100 atletas da revista Time.

O eclipse lunar de 16 de agosto se dará sobre o horizonte do mapa brasileiro. Algo do ineditismo dos eclipses estará entre nós e nossos adversários, especialmente em relação aos aspectos verificados no eixo Asc/Desc do país no início das competições.

Sigamos: Netuno encontra-se sobre o Ascendente do Brasil, em conjunção com o Nodo Norte, que se prepara para mais uma revolução sobre si mesmo. Como a epopéia olímpica é uma verdadeira novela, o país tem tudo para sonhar. Quíron acentua a dimensão dramática. Os esportes que se dão na água estão favorecidos, assim como os que envolvem graça e beleza. A oposição de Mercúrio, contudo, aponta competições e adversários duros para nós, mais focados na razão de vencer e na auto-estima [Mercúrio em Leão], ao contrário do Brasil, colocando a alma. Aí entra a importância do balanceamento com o autocontrole de Saturno.
Certamente haverá momentos mágicos onde vitórias sobrenaturais darão o ar da graça, mas também bobeadas ridículas, dignas de quem dorme no ponto. O lado psicológico, emocional e espiritual dos atletas coloca-se, pois, em primeiro plano.

Outro aspecto favorável é a conjunção de Marte a Mercúrio [dispositor do Sol] e ao próprio Sol, embora esta largamente separativa. Marte parece dar força e disposição aos atletas, além de um forte espírito competitivo. Em princípio, esta pode ser uma posição positiva em termos de medalhas [casa VIII]. Porém, a posição de Marte no mapa das competições é tensa: lembre-se da Quadratura T com Plutão em Sagitário e Urano em Peixes (e, assim, a possibilidade de competição acirrada entre China e EUA estender-se a todos os países, inclusive o nosso).
Os atletas querem vencer a qualquer custo e o caso aqui passa longe do fair-play. São aspectos que tanto favorecem a quebra de recordes como ampliam o risco de contusões. Nas últimas semanas antes das competições, o trígono entre Marte e Júpiter indica uma preparação final intensa para a maioria dos atletas. Então, muitos poderão ter passado dos limites [do ponto de vista físico] ou passarem dos limites durante as competições [seja quebrando recordes ou perdendo o bom senso]. A seqüência entre o trígono Marte-Júpiter e a Quadratura T indica níveis exorbitantes de adrenalina para os atletas. No mapa da abertura, mais indicado em análises geopolíticas, a Quadratura T está angular.

Para um ex-funcionário do respeitado Instituto Australiano do Esporte, as Olimpíadas da China ficarão marcadas pelo uso abusivo do Viagra (que poderá se tornar substância proibida depois de Pequim) e de outras substâncias legais com propósitos psicológicos e físicos. Vimos, noutra ocasião, que a conjunção de Netuno em Aquário a Marte de Atenas/1896 reforça estes temores. Apesar da provável explosão dos casos de doping, é certo que tenhamos uma observação muito severa quanto ao problema. A poluição é outro fator prejudicial para os atletas.

Finalmente, o MC da primeira competição está em conjunção a Marte do país. Sinal de brasileiros ganhando medalhas. Sim, o Brasil tem tudo para superar Atenas/2004!
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