Oscar Niemeyer, 100 anos - Parte II
De Dimitri em Dez 13, 2007 | EmBrasil | 7 feedbacks »
10. A VOLTA AO BRASIL

Quando ainda estava no exílio, o regime militar ousou encomendar-lhe o projeto do Anexo 4 do Congresso Nacional. A obra foi concluída em 1978 e abriga 428 gabinetes parlamentares. “Um dia eu tava no exterior, chateado, longe de tudo. Pensava no Brasil, nos amigos, na família. Tava tão revoltado que eu fiz um verso, preguei na parede, assim:
Estou longe de tudo/De tudo que eu gosto/Dessa terra tão linda/Que me viu nascer.
Um dia me queimo/Meto o pé na estrada/É aí no Brasil/Que eu quero viver.
Cada um no seu canto/Cada um no seu teto/A brincar com os amigos/Vendo o tempo correr.
Quero olhar as estrelas/Quero sentir a vida/É aí no Brasil/Que eu quero viver.
Estou puto da vida/Essa gripe não passa/De ouvir tanta besteira/Não me posso conter
Um dia me queimo/E largo tudo isso/É aí no Brasil/Que eu quero viver.
Isso aqui não me serve/Não me serve de nada/A decisão tá tomada/Ninguém vai me deter.
Que se foda o trabalho/Esse mundo de merda/É aí no Brasil/Que eu quero viver.
Note que os versos "um dia me queimo", "meto o pé na estrada", "estou puto da vida", "largo tudo isso", "isso aqui não me serve", "ninguém vai me deter" e "esse mundo de merda" retratam o "lirismo poético" de um sagitariano cujo Sol está numa Quadratura T com Saturno em Peixes e Plutão em Gêmeos.

Finalmente, em 1980, Niemeyer volta a viver no Brasil. Projeta o Memorial JK, em Brasília (1980), a sede da Rede Manchete, no Rio (1980); a sede do Jornal L'Humanité, na França (1980), a Passarela do Samba (1983) e os Centros Integrdos de Educação Pública (CIEPs) do Rio de Janeiro. Uma retrospectiva de sua obra é exibida no MAM. Torna-se “Cavaleiro da Legião da Honra” pelo governo francês, recebe a Ordem de Comendador das Artes e Letras e a medalha de ouro da Academia de Arquitetura de Paris (Niemeyer construiu 16 edifícios na França).

A volta ao Brasil é marcada pelo trígono de Plutão à sua posição natal, com um sextil para o Sol em Sagitário. Voltar à terra fez Niemeyer renascer, com toda a certeza. Não que sua carreira estive em declínio, muito pelo contrário, mas se exílio já é coisa muito amarga, na velhice então nem se fala. Niemeyer já tinha mais de 70 anos, e é interessante observar que Júpiter e Saturno fizeram uma conjunção em Virgem na casa IV [este setor ficara marcado na partida e no retorno].

A vontade de morar aqui novamente era imensa. Urano já estava em Sagitário [desejo de mudar de vida] e Netuno aplicava conjunção ao Sol natal [saudade e encantamento em retornar à terra natal]. O eixo nodal cruzava o eixo MC-FC. Tempos depois, uma conjunção entre Júpiter e Netuno [regentes do MC] sobre o Sol natal, Saturno na casa VI em trígonos com Marte, Saturno e Netuno natais, além do trígono de Plutão ao MC indicavam o início de mais uma fase da carreira.
Em 1985, Oscar Niemeyer volta a desenvolver mais projetos para Brasília e, três anos depois, em 1988, projeta o Memorial da América Latina (São Paulo) e o Memorial 9 de Novembro (Volta Redonda). Ainda neste ano recebe o Prêmio Pritzker, considerado o prêmio máximo da Arquitetura e cria também a Fundação Oscar Niemeyer para Fins Culturais, instituída por escritura pública no Cartório do 16º Ofício de Notas, Rio de Janeiro, em 31.05.88.

Em 1988, sem dúvida um ano especialmente produtivo e que trouxe o reconhecimento máximo do meio da Arquitetura, uma conjunção entre Saturno e Urano estava sobre o Sol em Sagitário. Podemos reconhecer nitidamente um ciclo muito significativo. Em 1942, quando iniciou de fato sua "revolução estética" com o complexo da Pampulha, Saturno e Urano estavam em conjunção sobre seu Ascendente, mantendo a conjunção até Gêmeos em sua casa I. Agora, no ciclo seguinte, ele recebia o "nobel" dos arquitetos e estava totalmente consagrado no mundo inteiro.
No início daquele ano, Júpiter em Áries formava trígonos com o Sol natal e a conjunção Saturno-Urano, formando um quadro realmente especial. Naquele ano o dispositor do Sol e do MC de Niemeyer [Júpiter] aplicou trígonos para Vênus [regente do mapa] e Urano, em Capricórnio. No fim de 1988, chegava ao Ascendente. O arquiteto estava pronto para iniciar mais um ciclo de Júpiter.

Plutão, domiciliado [casa VI], estava em trígono com Marte natal na casa X. Ambos são dispositores da casa VI e demonstram que Oscar Niemeyer estava num momento de grande vigor e oportunidades profissionais, numa fase adiantada de sua vida (já tinha 80 anos). O prêmio Pritzker também pode ser associado a este trânsito. Finalmente, o eixo nodal cruzou suas casas IV e X, estabelecendo ligações com Marte, Saturno, MC e Plutão em Escorpião.
Saturno, Urano e Netuno começavam a formar a poderosa conjunção em Capricórnio. O que, sem dúvida, era outro trânsito com força em sua vida.
11. A LUTA EM VOLTA REDONDA
O Memorial 9 de Novembro, construído em Volta Redonda, a “cidade do aço”, foi inaugurado no dia 1º de maio de 1989 em homenagem aos três operários da CSN (William, Walmir e Barroso), mortos durante conflito com as tropas do Exército ocorrido na greve dos operários em 1988.

No dia seguinte à inauguração, por volta das três horas da manhã, o local foi parcialmente destruído por um atentado à bomba. Com a explosão, o memorial tombou para frente, ficando preso apenas pelos vergalhões. Foi reinaugurado em 12.08.1989, e Niemeyer fez questão de que as marcas da violência ficassem mantidas, para sempre.
É interessante observar que a despeito da violência e da covardia, os trânsitos em geral são benéficos para Niemeyer, que de certa forma "contabiliza" em sua carreira este episódio. Afinal, como uma pessoa com uma Quadratura T entre Sol, Saturno e Plutão não teria um atentado contra uma obra sua, ainda mais tendo (à época) 81 anos? Por outro lado, nada mais valoroso para um arquiteto "revolucionário", no próprio sentido político do termo.

Sol e Vênus [regente do mapa de Niemeyer] estão na casa XII, a dos inimigos secretos, em oposição a Plutão na casa VI, a do trabalho pessoal [o arquiteto possui Sol-Plutão]. Mas, de fato, Sol e Vênus aplicam inúmeros trígonos [assim como a Lua natal] para a conjunção Vênus-Urano na casa VIII, e ainda para as posições de então de Saturno, Urano e Netuno em Capricórnio [sem falar os sextis para Marte e Saturno natais]. Plutão em trânsito obviamente está na configuração.
De certa forma, isso só veio a acrescentar mais charme esquerdista à sua biografia. Confesso que chego a pensar que lhe fizeram um favor.
Repare agora o Ascendente [mesmo que a informação seja de “por volta das três da manhã]. Ele destaca a Lua em Peixes, na casa X; ambos próximos a Saturno. Um atentado à sua obra, inevitavelmente vindo a se tornar lenda. Lua e Ascendente do vilipendioso ato estão em quadratura com Sol e Plutão natais, ativando a Quadratura T. O MC está sobre o Sol. Por fim, o Nodo Norte terminava de cruzar o eixo MC-FC e Marte [em oposição a Urano em Capricórnio] estabelecia trígonos com o MC natal e o Nodo Norte.

12. A OBRA-PRIMA
Em 1990, ano em que Luiz Carlos Prestes veio a falecer, desliga-se do PCB. Um arquiteto catalão publica um livro sobre a sua obra e ainda recebe do papa João Paulo II o título da Ordem de São Gregório, o Grande. No ano seguinte é condecorado pelo ministério das Relações Exteriores com a Grã-Cruz da Ordem de Rio Branco, cria o projeto do Parlamento da América Latina em São Paulo e aquela que muitos consideram sua obra-prima: o MAC de Niterói.

Em primeiro lugar, a saída do Partidão juntamente com alguém nada mais nada menos que o próprio “Cavaleiro da Esperança”, está diretamente relacionada ao trânsito de Júpiter em Câncer [conjunção a Netuno e o Nodo Norte natais; o “socialismo”] e a Plutão em Escorpião [trígonos para a mesma posição]. Também devemos incluir a conjunção entre Saturno e Netuno [posteriormente, Urano] à conjunção entre Vênus, Urano e o Nodo Sul. Niemeyer prescindia de permanecer atado à estrutura burocrática do partido. Sai em grande estilo. Apesar de ateu, recebe uma homenagem do papa, o que também está ligado à configuração astrológica envolvida.

Mas, sem dúvida, este quadro astrológico antecipa a vinda de uma de suas obras mais belas, inserida na paisagem que semre louvou. O MAC de Niterói é de uma formosura e atualidade impressionantes, revelando que mesmo aos 83 anos o velho arquiteto não tinha perdido o dom de “surpreender”, premissa máxima de seu trabalho, como faz questão de enfatizar até hoje. Surpresa é uma palavra que condiz perfeitamente com os principais aspectos do mapa natal de Oscar Niemeyer. As piores críticas que se fazem do museu é que sua forma é tão bela que ofusca as obras de arte dentro delas.

No ano de 1991, quando concebe o MAC, Júpiter cruzou o FC e chegou à casa IV, assim como no seu retorno do exílio. Niemeyer assinava uma obra magnífica em sua terra natal (pois Niterói tem a melhor vista do Rio) em total harmonia com o cenário curvo das montanhas. É evidente para mim que se trata de mais um de suas edificações “definitivas” do ponto de vista arquitetônico. No final do ano, Júpiter formava trígonos com Vênus e Urano natais [além de sextilha com Netuno] e com a conjunção Urano-Netuno em Capricórnio [que aplicavam conjunções aos anteriores]. Nesse ínterim, Plutão estava em trígono com os planetas da casa X.

Nos anos seguintes Niemeyer seguiu com a vida profissional publicando inclusive dois livros: “Meu Sósia e Eu” e “Conversa de Arquiteto”. Cria os monumentos a Luiz Carlos Prestes, em Palmas (TO), ao centenário de Belo Horizonte e o Eldorado Memória (para o Movimento Sem-Terra).
13.VIDA QUE SEGUE
Em São Paulo foi o presidente de honra da 2ª Bienal de Arquitetura, recebeu o título de Cidadão Honorário de Brasília e, no prédio do MEC, foi inaugurado o Espaço Niemeyer, com uma exposição permanente de sua obra. Recebe os títulos de Doutor Honoris Causa das Universidades de São Paulo e de Minas Gerais, a Royal Gold Medal do Royal Institute of British Architects (Grã-Bretanha) e o Prêmio Leão de Ouro da Bienal de Veneza por ocasião da VI Mostra Internacional de Arquitetura.
Em 1997, por ocasião de seu nonagésimo aniversário, realizam-se diversas mostras no Brasil. Inicia os estudos para o Caminho Niemeyer, em Niterói; o Museu de Arte Moderna de Brasília; a sede da empresa TECNET - Tecnologia e o Paço Municipal de Americana, em São Paulo; e o Centro de Convenções do Riocentro, no Rio de Janeiro.
Nos últimos dez anos, o escritório de Niemeyer não parou. Diversos projetos chegam constantemente do Brasil e do exterior, sendo notório que seus orçamentos custam o preço normal do mercado, sem especulações exgerdas. Não há como listá-los aqui, mas muitos são de grande importância nos campos cultural, político e social.
Em 04.10.2004 morre Annita Baldo, sua esposa por mais de 75 anos. Apesar da fama de mulherengo, que pode ser creditada à Quadratura T entre Sol, Saturno e Plutão nas casas I, VII e X e à conjunção entre Vênus e Urano em Capricórnio em oposição à Netuno, Niemeyer afirma que “nunca dormiu fora de casa, a não ser nos tempos da construção de Brasília”. O arquiteto possui uma filha, cinco netos, 13 bisnetos e cinco trinetos.

Neste dia, a Lua em Gêmeos passou sobre Plutão natal, sendo que Plutão em trânsito aplicava conjunção ao Sol em Sagitário, na casa VII. No MC (que também diz respeito a assuntos matrimoniais) estava Urano. Oscar Niemeyer perdia a mulher, companheira de tantos anos e que fora decisiva para que “tomasse jeito” na vida durante a juventude.
Em 2006, um mês depois de ter saído do hospital onde se submeteu a uma cirurgia no quadril, provocada por um tombo em casa, e um mês antes de completar 99 anos, Oscar Niemeyer “surpreendeu” (como ele gosta de dizer) mais uma vez. Na noite de 16 de novembro o arquiteto casou-se com sua secretária, Vera Lúcia Cabreira, de 60 anos, escondido da família. A união, oficializada às 22h30 em seu apartamento em Ipanema, contou com a presença de um juiz de paz, duas testemunhas e um pequeno grupo de amigos. A única filha de Niemeyer, a galerista Anna Maria, 75, era contra o casamento e por isso só soube da cerimônia pela imprensa, no dia seguinte. Em entrevista a Contigo!, a noiva explicou: "É chato ela não ter aceitado. A gente queria fazer as coisas direito, mas não pôde. Foi difícil esconder".

Apesar do mal-estar, Vera, viúva sem filhos, não escondia a felicidade. A oficialização, segundo amigos do noivo, foi feita para preservar o futuro dela. "Com 60 anos, é lógico que eu não imaginava que isso ainda fosse acontecer. Estou muito feliz. A cerimônia foi simples por causa dessas complicações (com a filha dele), mas foi linda", ressaltou. Discreta, ela não quis posar para fotos e, a pedido do marido, não liberou imagens do casamento.
Vera trabalha há 15 anos com o arquiteto. Um mês antes do casamento ela mudou-se para a casa de Niemeyer. Como ele ainda não tinha recebido alta, a lua-de-mel que fariam teve de ser adiada. "Não vamos viajar agora, porque Oscar ainda está em fase de recuperação”.
Para um ancião independente financeiramente, é sempre polêmico casar-se com idade tão avançada. Mas Niemeyer não é homem que se dobra às convenções e preconceitos sociais, isto fica evidente por seu mapa natal e trajetória de vida.

No momento em que se casa com sua secretária, uma conjunção entre o Sol, Vênus [regente do mapa] e Júpiter [dispositor do Sol e co-regente da casa X] em Escorpião estava sobre a cúspide do Descendente, sendo que Vênus e Júpiter em conjunção exata. Plutão em Sagitário, que ainda estava sobre o Sol natal, reflete a ousada decisão, que fica marcada pelo trânsito do Nodo Norte por sua Quadratura T de nascimento. Sol, Vênus e Júpiter em Escorpião estavam em trígono com o Nodo Norte e Saturno natal. Urano, sobre Marte natal, ressaltava o desejo de um homem em casar-se aos 99 anos, recebendo trígonos de Mercúrio e Marte. Urano, na casa X, costuma ser indicativo e mudanças no estado civil.
Saturno em Leão [junto da Parte da Fortuna] e o MC do casamento fecham um Grande Trígono com o Sol natal e Plutão em Sagitário [casa VII], sugerindo o desejo de solidificar uma união. O Ascendente do casamento, próximo à conjunção entre Netuno e o Nodo Norte, parece apontar que Niemeyer estava mesmo apaixonado.

No dia 29.10.2007, às vésperas de completar 100 anos, Oscar Niemeyer é eleito o 9º dos 100 maiores gênios vivos. Confesso que não imagino qual honraria o arquiteto mais importante do Brasil tenha ainda para receber.
Neste dia a Lua passou sobre Plutão natal, sendo que a conjunção aproximativa entre Júpiter e Plutão em Sagitário estava sobre o Sol natal. Um Grande Trígono entre Sol em Escorpião, Marte em Câncer e Urano/Nodo Norte em Peixes estava sobre as casas II, VI e X. Note que o eixo nodal estava sobre o MC/FC. Marte aplicava conjunção a Netuno [co-regente do MC].
14. NIEMEYER, HOJE
No presente momento a coisa mais importante para Oscar Niemeyer é a criação da Escola de Arquitetura e Humanidade (note que este último termo não está no plural), em Niterói, cujo programa terá conferências sobre Arquitetura, História, pensamento filosófico, literatura e artes, conflitos pela liberdade, além de um módulo de palestras livres sobre as diversas revoluções, guerras civis, golpes de estado, coflitos regionais e continentais, e temas específicos, como a Coluna Prestes, Israel e o Islã ou reflexões sobre temas como "a evolução do profissional e do indivíduo, do egoísmo à solidariedade".

Para Niemeyer, o que o domina "é a certeza de que a vida é mais importante que a Arquitetura. A Arquitetura não é importante. O importante é o homem e a sua luta". Com a mesma expressão de amargur que o acompanha na contemplação da condição humana, ele sentencia: "Foram os operários quem fizeram Brasília. Hoje, estão todos fodidos".
É sabido que um projeto de Niemeyer "dá muito retorno. Sempre valoriza e cria uma identidade imediata com o lugar. O exemplo é o uso de Niterói", segundo uma de suas colaboradoras.

Atualmente, o projeto de construção de um monumento para Simon Bolívar em Caracas, oferecido a Hugo Chávez, a quem admira, não deverá ganhar forma. A idéia de um vetor apontado para os Estados Unidos foi considerado "muito abstrato" pelo presidente venezuelano. Mas o projeto do Centro Administrativo de Minas Gerais, dos aeroportos do Confins e da Pampulha, em Belo Horizonte, o Caminho Niemeyer em Niterói (no qual estará a Escola de Arquitetura e Humanidade) e a Escola de Teatro Bolshoi, em Santa Catarina, em breve se tornarão realidade, assim como um centro cultural batizado com seu nome, na Espanha. Até mesmo um projeto de parque em Recife, batizado de Dona Lindu (a mãe de Lula), está previsto.
"O Rio foi muito sacrificado. Eu tenho vergonha de ir à Barra. A sacanagem é que o poder imobiliário influenciou. Então os prédios são cheios de varandas; ninguém quase vai na varanda porque venta muito. Mas pra vender tinha de ter varanda. Então os prédios são horríveis, quadradões, uns contra os outros. É Miami. É subúrbio de Miami. Puseram até uma Estátua da Liberdade. Quer dizer, a gente chega na Barra e ainda vê essa ligação, essa pressão dos americanos contra a gente. Esse Bush é um bom filho-da-puta, não é? Disse que podia trocar metade da dívida brasileira pela Amazônia. E a gente escuta isso e ninguém protesta".

Segundo José Carlos Sussekind, engenheiro responsável pelo cálculo estrutural das obras de Niemeyer, "uma força o empurra para viver e apaga sua idade". Ao que Niemeyer rebate: "E daí? O homem não é nada. Esta num planeta que não é dele. Pequenininho, no fim da Galáxia, longe de tudo. Não sabe de nada".
Em suas palavras percebe-se a marca da Quadratura T entre Sol, Saturno e Plutão na sua visão de mundo:
"Eu acho que tudo vai desaparecer. O tempo cósmico é muito curto. Me perguntaram outro dia: 'o senhor não tem prazer em saber que mais tarde o sujeito vai passar e ver o trabalho que você fez?'. Ah, mais tarde o sujeito desapareceu também. É a evolução da Natureza, tudo nasce e acaba. O tempo que vai perdurar isso é relativo".
Com a entrada de Plutão em Capricórnio e a ênfase no elemento Terra para os próximos anos, faz todo sentido estarmos comemorando o centenário de Niemeyer e seu imenso legado. Ele representa uma brasilidade capaz e determinada, indignada com as desigualdades sociais e ansiosa por resolver os nossos problemas. É, sem dúvida, uma luz para o futuro, que terá de ser enfrentado com a máxima inteligência e garra possível.
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7 comentários
Obrigado
Para Todos Saber Melhor Do Nascimento Da
Nossa Maravilhosa Brasilia!
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Um espaço para discutir as grandes questões do Brasil e do mundo com as técnicas da Astrologia Coletiva. Quem pilota o blog é o astrólogo e antropólogo Dimitri Camiloto, do Rio de Janeiro.