Plutão em Capricórnio: tendências
De Dimitri em Jan 23, 2008 | EmRelações Internacionais | Comentar »
Outra das tendências relativas ao trânsito de Plutão em Capricórnio envolve a temática da autoridade. Neste recorte específico tem lugar o caso da Rússia contemporânea, cuja população historicamente submeteu-se e foi submetida a regimes com forte ênfase na autoridade e na centralização, através de um prisma essencialmente monolítico.
A nova Rússia, surgida durante o encontro dos ciclos Saturno-Urano, Saturno-Netuno e Urano-Netuno em Capricórnio, tem cada vez mais atrelado seu destino ao líder Vladímir Putin, que detém grandes índices de popularidade há vários anos. A justificativa do povo russo em apoiar a concentração de poder nas mãos de Putin é a “governabilidade”, algo muito caro ao signo de Capricórnio.
Diante da verdadeira sociedade subterrânea que domina a cena russa através dos tentáculos de sua grande e complexa máfia, os russos entendem que, sem Putin, a vida seria um caos. Junte-se a isto, naturalmente, o incrível desempenho econômico que o país vem conquistando sob a sua administração.
A Rússia é, portanto, um interessante laboratório de observações acerca da transição de Plutão em Sagitário para Capricórnio. Os trânsitos de Plutão em Sagitário, Netuno em Aquário e Urano em Peixes vêm tendo como uma de suas marcas fundamentais a infiltração de elementos hostis aos governos, aos órgãos controladores e aos processos formais, favorecendo reações contra forças sociais que ameaçam a “ordem” e o “sistema”. Outro país é um excelente exemplo, a China, com sua sociedade controlada pelo Partido e o Exército, pilares vitais para que ela chegasse à vanguarda da corrida econômica justamente agora que Plutão chega a Capricórnio. Em se tratando de Plutão em Capricórnio, “tamanho é documento” e convém não esquecer que a nova superpotência tem a maior população do planeta.
Quanto ao Brasil, é importante ter em mente que a popularidade do presidente Lula vem sendo um formidável alicerce de estabilidade política, mas nada garante que esta legitimidade quase cega seja estendida ao seu sucessor. Fatores como violência e corrupção podem, num futuro talvez nem tão distante, levar a população brasileira a clamar por regimes e/ou políticas mais rígidas. Pesquisas indicam que na América Latina, como um todo, a democracia vem sendo cada vez mais um modelo pelo qual as pessoas têm indiferença, associando-a inclusive à corrupção.
Por outro lado, o último trânsito de Plutão em Capricórnio nos deu a primeira república moderna, os Estados Unidos. Seríamos capazes agora de criar novas formas de organização social e política? Partiremos para a governança global? Reviveremos o caudilhismo? São questões muito pertinentes, pois envolvem fenômenos já em curso.
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