Bolívia
De Dimitri em Ago 1, 2008 | EmRelações Internacionais | 1 Feedback »

Há sete meses atrás (post 18/12) pudemos analisar o caso boliviano, marcado por uma divisão cada vez mais extrema em diversas esferas: étnica, regional, política e econômica. Naquela ocasião, abordávamos os percalços da nova Constituição local, cuja preparação e promulgação se desenrolaram sob profundo racha no país.
[Texto completo:]
A conjunção Júpiter-Plutão de dezembro último aplicava oposição exata a Vênus boliviana, esta, símbolo da difícil convivência entre o altiplano e as terras mais baixas. Agora, Evo Morales propõe um referendo sobre a continuidade ou não do próprio mandato, tendo em vista calar os autonomistas/separatistas de Santa Cruz e demais departamentos "insidiosos".
A consulta popular, a ser realizada no próximo 10 de agosto, mostra a coerência da análise astrológica realizada anteriormente. Por outro lado, há muita desorganização e riscos de que o referendo nem ocorra.
Em primeiro lugar, a dez dias do referendo, a Corte Nacional Boliviana (responsável pela votação) ainda não divulgou o horário em que os eleitores poderão começar a votar. Optei usar 8:00AM.

Sendo realizado pouco depois do aniversário da independência boliviana, o referendo vem a cabo com uma conjunção exata entre o Sol e o Nodo Sul sobre a tênue conjunção aplicativa do Sol boliviano a Júpiter no mapa da independência. Este é um caso interessantíssimo para observações acerca de Quíron: a conjunção com o Nodo Norte também é exata, tendo a companhia de Netuno.

A oposição Sol-Netuno reflete o confuso e emaranhado momento da Bolívia, no qual a polarização fragiliza enormemente a unidade nacional e, a dissolução, surge como verdadeira ameaça, em meio ao populismo demagógico de ambas as partes.
Outros aspectos importantes: a conjunção entre Mercúrio, Vênus e Saturno em Virgem e a Quadratura T entre Marte, Urano e Plutão.

Há astrólogos que afirmam serem as dignidades e exílios mais importantes em astrologia mundana que em humana. De qualquer modo, vemos Mercúrio dignificado, Vênus em exílio e Saturno, uma combinação interessante aludindo a uma consulta [Mercúrio] basicamente voltada para etnias e regiões discordantes [Vênus-Saturno]. Os três estão envolvidos em quadraturas com a Lua em Sagitário [a escolha do povo], e em trígonos com Júpiter e Plutão [que estavam juntos quando a Carta boliviana foi promulgada, ano passado].

A Quadratura T entre Marte, Urano e Plutão não apenas impressiona pelo antagonismo e pela violência, mas por permitir enquadrar o caso da Bolívia no rol dos eventos inaugurais da quadratura entre Urano e Plutão e dos eventos associados aos eclipses de agosto, no eixo Leão/Aquário [assim como as Olimpíadas de Pequim]. Se o início do referendo ocorrer às 8 da manhã, a Quadratura T apareceria angular nas casas I, IV e VIII. O Ascendente, Virgem, entre Vênus e Saturno.

Voltando ao mapa boliviano, vemos Mercúrio-Vênus-Saturno no MC [a conjunção de Vênus é exata], dando magnitude ainda maior à consulta de 10 de agosto, trazendo a oposição Sol-Nodo Norte X Quíron-Netuno-Nodo Sul em seu envolvimento com Sol-Júpiter natais da Bolívia, a dolorosa e confusa tentativa de encontrar o próprio destino. A oposição entre Netuno em Aquário e Júpiter da Bolívia é exata.

A Quadratura T, por sua vez, encontra-se entre as casas II, V e XI da Bolívia, insinuando que boa parte da polarização em torno do centralismo político de La Paz [casa V] e do movimento autonomista [casa XI], tem motivações econômicas [casa II]. Plutão, no dia do referendo, está em oposição exata a Vênus boliviana [casa VIII], assim como na aprovação da nova Constituição, quando estava junto de Júpiter. Fecha-se, portanto, uma Grande Cruz.

A esperança de que tudo transcorra em paz reside na concentração de planetas em signos de Terra tanto no dia do referendo como no mapa da Bolívia, permitindo certa dose de segurança e bom senso. Mercúrio, importante neste tipo de evento envolvendo consulta popular, encontra-se forte. Os planetas em Virgem junto a Júpiter em Capricórnio unem-se ao Grande Trígono entre Lua, Mercúrio-MC e Urano-Netuno da Bolívia. Isto é, se houver mesmo referendo!
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